Reportagem da Revista Oeste revela conspiração registrada em áudios envolvendo os deputados federais Márcio Gerry (PCdoB) e Rubens Júnior (PT) [00:10].
O objetivo seria manter no comando o grupo político que apoiou Flávio Dino [
00:22].
As gravações sugerem que aliados de Dino teriam participado de uma chantagem para pressionar o atual governador, Carlos Brandão (PSB) [
00:40].
O grupo teria discutido formas de usar a influência de Flávio Dino em ações no Supremo Tribunal Federal (STF) para beneficiar interesses políticos [
00:50].
A discussão critica o "baixo nível" das negociações, que envolveriam trocas de cargos, como o Senado, o Tribunal de Contas do Estado e uma prefeitura [
01:57].
A assessoria do ministro informou que ele não tem envolvimento com questões políticas nem participa de discussões entre aliados [
00:59].
A Revista Oeste critica a situação política e social do Maranhão, afirmando que o estado continua "paupérrimo" e explorado pelas classes políticas, e que os mandatos de Dino como governador não trouxeram melhorias significativas [02:21], [02:35], [03:17].
A revelação dos áudiosse marca uma ruptura definitiva entre Brandão e a base de Flávio Dino, pondo fim qualquer arranjo de sucessão e continuidade que ambos tinham alimentado até 2022, e abre uma nova fase de incerteza para o maranhão.
Essa ruptura significa para 2026, que o “governo da continuidade” que Brandão representava deixará de contar com a maioria dos atores que compunham a base de Dino — ao mesmo tempo, a base de Dino perde o governo direto para projetar seu candidato.
A crise está instalada, e a partir das evidências atuais os blocos partidários do Maranhão fazem exercícios políticos baseados nas forças institucionais (máquina do governo), pesquisas recentes, repercussão do racha Brandão × “dinistas” e capacidade de articulação de Eduardo Braide.
Hipoteticamente, pode ocorre o seguinte:
Brandão pode ter apoios tradicionais / Sarney. E como ainda detém a máquina estadual, tem margem para indicar seu candidato.
Já o Bloco pró-Dino (PT + PCdoB + aliados) com Felipe Camarão como nome mais provável, com o rompimento com Brandão perde a máquina estadual e expõe o grupo a desgaste e à perda de palanques locais - reduzindo a capacidade de transformar capital político em vitória eleitoral. As gravações e o desgaste interno também enfraquecem a unidade do bloco.
Nesse cenário, com os dois lados fragilizados favorece Eduardo Braide/PSD (terceira via/alternativa) - um candidato com apelo urbano e narrativa alternativa. Se Braide conseguir alianças regionais, sua chance aumenta consideravelmente.
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